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Espaço21 de maio de 20266 min de leitura

Foguetes reutilizáveis: o segredo que tornou a Starlink possível

Sem o barateamento dos lançamentos, uma constelação de milhares de satélites seria inviável. Entenda a revolução que sustenta o projeto.

Por Redação Órbita

Foguetes reutilizáveis: o segredo que tornou a Starlink possível

Antes da SpaceX, foguetes eram descartados após cada lançamento — o equivalente a jogar fora um avião depois de um único voo. Esse modelo tornava o acesso ao espaço extremamente caro e limitava o número de satélites que valia a pena colocar em órbita.

A reutilização mudou o jogo. Ao recuperar e relançar os estágios principais dos foguetes, a SpaceX derrubou os custos por lançamento e aumentou drasticamente a frequência das missões.

Essa eficiência é o que viabiliza economicamente a Starlink. Lançar lotes de dezenas de satélites de uma só vez, repetidamente, só faz sentido quando o veículo de lançamento não precisa ser construído do zero a cada missão.

A cadência de lançamentos transformou a SpaceX na empresa que mais coloca massa em órbita no mundo, e a constelação Starlink é a maior beneficiária direta dessa capacidade.

É um ciclo virtuoso: a internet via satélite gera receita, que financia o desenvolvimento de foguetes ainda maiores e mais baratos, que por sua vez permitem expandir e renovar a própria constelação.

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